As mulheres enfrentam uma tríade de ameaças à saúde: cânceres do colo do útero e mama lideram as estatísticas de mortalidade feminina. A endometriose compromete a qualidade de vida de milhões. Distúrbios hormonais da menopausa afetam toda mulher.
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O cenário revela um paradoxo: doenças altamente tratáveis quando detectadas precocemente continuam causando mortes evitáveis.
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Especialistas apontam que conhecimento do próprio corpo, consultas regulares e hábitos saudáveis podem reverter este quadro. Continue e confira a reportagem completa.
Algumas condições afetam exclusivamente o público feminino, enquanto outras têm maior incidência neste grupo. O ginecologista Alexandre Gnoatto destaca que corrimentos, cânceres ginecológicos e distúrbios hormonais relacionados à menopausa figuram entre os problemas mais frequentes.
“É fundamental que a mulher conheça seu corpo e mantenha consultas regulares para prevenção”, afirma Gnoatto.
CÂNCER DO COLO DO ÚTERO
O câncer do colo do útero mata mais mulheres jovens que qualquer outro tipo de tumor feminino. A doença desenvolve-se silenciosamente. Quando a paciente apresenta sintomas como sangramento ou dor durante relações sexuais, pode ser um sinal de que o câncer já está em estágio avançado.
A vacina contra HPV representa a principal arma de prevenção. Ela previne até 90% dos casos da doença. A imunização é recomendada para homens e mulheres até os 45 anos, preferencialmente antes do início da vida sexual.
| ALEXANDRE GNOATTO, GINECOLOGISTA
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No Brasil, o câncer do colo do útero é a terceira neoplasia maligna mais frequente entre mulheres, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA).
CÂNCER DE MAMA
O câncer de mama afeta milhares de brasileiras anualmente. O INCA estima que mais 73 mil novos casos de câncer de mama serão registrados até o fim deste ano, com taxa de 66,54 casos a cada 100 mil mulheres.
O autoexame permite que a mulher conheça seu corpo, mas tem limitações. “Quando ela consegue notar algum caroço, é provável que já seja um câncer avançado”, alerta Gnoatto.
A mamografia anual para mulheres acima de 40 anos é o método mais eficaz de detecção precoce. O exame identifica tumores pequenos, antes que se tornem palpáveis.
A endometriose afeta mulheres em plena idade produtiva
ENDOMETRIOSE
A endometriose afeta cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva. A condição ocorre quando células do endométrio migram para outros órgãos, como intestino, tubas e ovários.
Segundo Alexandre Gnoatto, o diagnóstico demora em média oito anos. Durante este período, muitas mulheres ouvem que as cólicas intensas são normais do ciclo menstrual. “Mas não são. Dor nunca é normal”, alerta o médico. A doença provoca dor intensa e compromete significativamente a qualidade de vida.
| ALEXANDRE GNOATTO, GINECOLOGISTA
MENOPAUSA
A menopausa marca o fim do período reprodutivo feminino. Mais de 80 sintomas estão relacionados à perimenopausa, fase de transição que antecede o último sangramento menstrual.
Ciclos irregulares, ondas de calor, insônia e alterações de humor caracterizam este período.
| ALEXANDRE GNOATTO, GINECOLOGISTA
A atividade física também colabora para reduzir os sintomas. A Organização Mundial da Saúde recomenda 150 minutos semanais de atividade física moderada ou 75 minutos de exercício intenso.
BABY BLUES
É uma condição emocional transitória que afeta muitas mulheres após o parto. Tristeza, irritabilidade e ansiedade são sintomas normais da adaptação à maternidade, durando cerca de uma a duas semanas.
A depressão pós-parto é mais grave. A mãe não consegue cuidar do bebê nem realizar atividades diárias. Os sintomas persistem por semanas ou meses.
“Quando os sintomas passam de 15 dias ou ficam mais graves, é importante procurar ajuda do obstetra”, adverte o médico.
Consultas regulares são importantes para prevenir doenças
A IMPORTÂNCIA DA PREVENÇÃO
A prevenção começa cedo. Adolescentes devem consultar ginecologistas antes da primeira menstruação para orientações sobre ciclo menstrual e higiene íntima.
Consultas regulares, exames preventivos e conhecimento do próprio corpo formam a base da saúde feminina. “As orientações corretas na adolescência evitam problemas futuros”, conclui Gnoatto.
A detecção precoce salva vidas. Mulheres que mantêm acompanhamento médico regular têm melhores prognósticos em todas as condições que afetam a saúde feminina.
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