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série especial

Organizar finanças traz equilíbrio emocional e qualidade de vida

Pesquisa mostra que dívidas provocam ansiedade, insônia e depressão. Especialista explica como encarar desordem financeira e passos para o equilíbrio emocional

publicado em 19 fev 2026

Finanças em dia trazem equilíbrio emocional e mais qualidade de vida. Essa conexão entre saúde financeira e bem-estar mental ganha cada vez mais atenção de especialistas e aparece em pesquisas recentes. A neuropsicóloga Denise Zandoná atende diariamente pessoas que descobrem, ao longo do processo terapêutico, que a desordem financeira está na raiz de sintomas como ansiedade, insônia e instabilidade emocional.

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Pesquisa Serasa/Opinion Box, de agosto de 2025, mostra como contas no vermelho afetam a saúde mental. Segundo o estudo, o impacto aparece principalmente no humor e estabilidade emocional (48%), autoestima (44%), energia e disposição (32%). Entre os sintomas relatados, a ansiedade lidera (49%), seguida por estresse (39%) e insônia (32%).

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Um dado animador: 95% dos brasileiros reconhecem a saúde mental como tão importante quanto a saúde física. O desafio agora é conectar essa consciência com ações práticas de organização financeira. Esta é a primeira de seis reportagens especiais que a revista digital Família AV publica ao longo de 2026 sobre bem-estar financeiro e saúde mental. Continue e confira como começar.

“Os pacientes chegam ao consultório com queixas de ansiedade, insônia. Quando você investiga, descobre que por trás existe um descontrole financeiro”

| NEUROPSICÓLOGA DENISE ZANDONÁ

 

Clique aqui e veja o vídeo da reportagem

 

DOIS LADOS DO ENDIVIDAMENTO

A neuropsicóloga identifica dois perfis principais de endividados. O primeiro grupo se endivida de forma recorrente por compulsividade. O segundo grupo entra no endividamento por situações pontuais, muitas vezes com a participação de terceiros. “Já tive relatos de pacientes que emprestaram cartão para familiar, primo, amigo ou vizinho. A pessoa não cumpre o prometido e ele não consegue sair do endividamento.”

 

O consumismo facilitado pela internet agrava a situação. “Não é só a ida ao shopping – pela internet é muito fácil comprar. Nós somos estimulados o tempo todo. Sites oferecem ofertas mirabolantes. Mas a fatura chega”, alerta a especialista.

 

 

RELACIONAMENTO E TRABALHO

O endividamento vai além das consequências individuais e afeta os relacionamentos. A pesquisa Serasa/Opinion Box mostra que 45% dos brasileiros endividados sentem culpa ao pedir dinheiro emprestado, 41% evitam conversas sobre finanças e 29% se isolam de amigos e familiares. Além disso, 65% afirmam se esforçar para esconder suas dificuldades financeiras de outras pessoas.

 

“As pessoas se envergonham de abrir essa situação para o parceiro ou para as pessoas próximas. Isso reflete na vida pessoal, na vida familiar e também na produtividade”, explica Denise.

 

Os conflitos aparecem nos relacionamentos mais próximos. “Os pacientes trazem relatos de descontrole que muitas vezes são gerados porque não sabem dizer não ao parceiro – ou a si mesmo. Às vezes é um provedor só na família. A partir daí os conflitos começam e geram até separações. É comum esse tipo de queixa.”

 

 

O PRIMEIRO PASSO

A neuropsicóloga é enfática sobre o caminho para sair do ciclo vicioso: A conscientização precisa vir antes da organização prática.

 

“Em primeiro lugar, pare e pense: por que eu cheguei nessa situação? Não adianta fazer planos, planejamento, tabelas, antes de se conscientizar e entender o processo. Esse é o passo principal. E a psicoterapia ajuda o paciente a fazer isso”, explica.

 

SAÚDE INTEGRAL

A especialista reforça que reconhecer a situação é fundamental para a saúde integral. “Acredite: você pode ter paz com o teu salário, viver bem dentro daquilo que ganha”, enfatiza a neuropsicóloga.

 

O processo exige autoconhecimento e a coragem de dizer não para si mesmo. “Essa conscientização é crucial para que efetivamente o processo todo tenha sucesso lá na frente. Sem conscientização, é um tapa-buracos que vai eclodir. É preciso entrar em contato consigo mesmo”, diz Denise. E complementa: “Afinal, cuidar do dinheiro é também cuidar da saúde mental, dos relacionamentos e da qualidade de vida”.

 

Fontes: Serasa/Opinion Box e Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo

 

 

SÉRIE ESPECIAL

SAÚDE MENTAL E FINANÇAS

Cuidar das finanças é também cuidar da saúde mental, dos relacionamentos e da qualidade de vida. Esta é a primeira de seis reportagens especiais que a revista Família AV publica ao longo de 2026 sobre a conexão entre bem-estar financeiro e saúde mental. Você vai descobrir estratégias práticas para organizar o orçamento familiar com a participação de todos, aprender como educar os filhos desde cedo para lidar com dinheiro de forma saudável, planejar a aposentadoria com segurança, transformar desejos em metas concretas e dar os primeiros passos no mundo dos investimentos.

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